Como eu moro a 3 municípios de distância de do trabalho (e isso porque eu moro na capital), preciso fazer várias escalas pra chegar até lá.
Primeira parte: O microônibus
O chamado microônibus sai de quinze em quinze minutos, exceto é claro quando eu estou esperando. Por morar perto do ponto final eu sempre consigo um lugar na janelinha. Meia hora depois chegamos ao destino onde já deveríamos estar a 20 minutos.
Segunda parte: O Trem
Já desço a escada olhando os bolsos e torcendo pra ter um bilhete comigo pra não ter que ir a bilheteria, pois geralmente já estou atrasado.
Depois de entrar no vagão é só escolher a música do mp3 e… ouvir a música do vizinho! Ah sim… agora os celulares com mp3 player estão populares mas parece que os fones de ouvido não. As pessoas tem a cara de pau de colocar de funk a heavy metal pra tocar no bem alto no auto-falante do celular pra todo mundo ouvir, por nao terem comprado o fone pra poder economizar 5 Reis por mês na prestação do aparelho. Aí só resta ouvir a trilha sonora de vagão ou aumentar muito o som do mp3 e ficar sudo com o tempo.
O caminho até a saída me lembra muito aquela cena do Crocodilo Dundee em que a estação de metrô está tão cheia que ele vai andando pela cabeça do pessoal até a garota. (Tenho que me lembrar de tentar isso qualquer dia desses).
Terceira parte: O fretado.
E lá está ele, bem na saída da estação: um ônibus espaçoso, com bancos confortáveis, cortininha na janela e ar condicionado. Feito pra sentar, relaxar e até dormir se for o caso. E é isso mesmo o que eu faço.
A parte legal disso tudo é que eu vejo bastante gente e presencio várias situações diferentes todos os dias. Sempre há os atrasos e apertos, mas não deixa de ser interessante.
Aí está cena do Crocodilo Dundee de que eu falei, só pra relembrar…


